Que o mundo acaba depois de amanhã
E que os desejos partiram
Com ânsias de ficar nas arrecuas dos sentidos
- já dormentes…
Não sei quem mais quer:
Se quem julga
Se quem conquista…
Ambos estoiram no mofo do porvir,
Na secura dos braços estendidos
Que insistimos em arranhar,
Para lembrar que o presente existe
Mesmo quando é parco em laços
Em sangue
E em mel…
Quando o espasmo remove o entulho
Regressamos ao berço
Ao leito,
Para sorrir como quem perde
Para ganhar como quem ama…
Entrelaçam-nos os dedos
E dizem-nos que nada é permanente,
Mesmo que sonhos insistam em perpetuá-lo,
Nas vagas brandas de quem sente
Nas bocas acres de quem sobra,
Na perda seca e puritana
- a rasgar peitos e canções…
… e as noites,
são mãos que não se fecham,
são laços
tiros de medo arrimados aos desejos
- cansados,
que de abandonados já há muito desancoraram…
E que os desejos partiram
Com ânsias de ficar nas arrecuas dos sentidos
- já dormentes…
Não sei quem mais quer:
Se quem julga
Se quem conquista…
Ambos estoiram no mofo do porvir,
Na secura dos braços estendidos
Que insistimos em arranhar,
Para lembrar que o presente existe
Mesmo quando é parco em laços
Em sangue
E em mel…
Quando o espasmo remove o entulho
Regressamos ao berço
Ao leito,
Para sorrir como quem perde
Para ganhar como quem ama…
Entrelaçam-nos os dedos
E dizem-nos que nada é permanente,
Mesmo que sonhos insistam em perpetuá-lo,
Nas vagas brandas de quem sente
Nas bocas acres de quem sobra,
Na perda seca e puritana
- a rasgar peitos e canções…
… e as noites,
são mãos que não se fecham,
são laços
tiros de medo arrimados aos desejos
- cansados,
que de abandonados já há muito desancoraram…

1 comentários:
Na noite, nossos amores fanados retomam força. Tornam-se trepadeiras. Apertam pescoços. E amamos ainda, até perder o fim.
Não, não estou bem, mas hei-de me curar.
Grande abraço
Manuel Cintra
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