25.1.11

Tretas (part. 1)


... acho que para ser uma coisa qualquer, desde que dê a sensação de ser alguma coisa, é que é importante. Isso é que conta, verdadeiramente.

Não importa se hoje atraiçoamos o que dissemos ou fizemos ontem, na passada semana ou há um ano atrás... "porque somos humanos e errar é humano e há que saber perdoar e" blá, blá, blá e mais isto e mais aquilo.

O que interessa é parecer que se É. Mesmo que o Ser aparente a solidez de quatro palitos a suster uma placa de mármore.

Merda, senhores e senhoras! Merda, da mais viscosa e putrefacta que existe! Sim, todas estas balelas são Merda, nada mais.

Convenhamos, nunca se perdoa conscientemente. Nunca se encerra "um assunto". Nunca uma situação, palavra ou atitude, pertence realmente ao passado. Porque ao menor motivo dos motivos, com a premissa da defesa pessoal, o que estava "morto e enterrado" é rapidamente trazido à tona da conversa, ou discussão, para servir como arma de arremesso ou contra-ataque.

Portanto, poupem-me a Treta Retórica.