Aninho-me por baixo das pedras para poder respirar;
as manhãs ruminantes queimam e todas me cheiram a ti,
aos teus tiques,
trejeitos
e anseios;
Certos momentos até podia jurar que era tua a silhueta,
de coração nos dedos,
a cortar manhãs em fatias longas
e a barrá-las com “bom gosto fresco”, “classe do dia”,
ali,
à minha frente,
entre o sol, o lavatório e livros velhos;
sendo assim,
puxo as pedras do peito ao pescoço e tento voltar a adormecer,
para que o vulto se afaste no susto da sonolência
e leve com ele o deslumbre citrino de outra manhã a queimar…
Céus,
como isto cansa.

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