23.1.12

Entre o sol, o lavatório e livros velhos...

Aninho-me por baixo das pedras para poder respirar;


as manhãs ruminantes queimam e todas me cheiram a ti,

aos teus tiques,

trejeitos

e anseios;



Certos momentos até podia jurar que era tua a silhueta,

de coração nos dedos,

a cortar manhãs em fatias longas

e a barrá-las com “bom gosto fresco”, “classe do dia”,

ali,

à minha frente,

entre o sol, o lavatório e livros velhos;



sendo assim,

puxo as pedras do peito ao pescoço e tento voltar a adormecer,

para que o vulto se afaste no susto da sonolência

e leve com ele o deslumbre citrino de outra manhã a queimar…



Céus,

como isto cansa.